Há uma razão para as ostras serem servidas frias, salgadas e quase nuas: o Atlântico já fez o trabalho. Em Lisboa, a minutos do mar, podemos dispensar atalhos. Seis ostras frescas, um toque de limão e muito pouco mais entre si e o mar.
Mantemos o molho leve de propósito. Um molho estilo salsa de coentros, vibrante e herbáceo, fica por cima, nunca a afogar a ostra, só a realçá-la. Um toque de tobiko traz um pouco de estalo e de sal, a textura que faz querer a próxima de imediato.
A origem importa aqui mais do que na maior parte do menu. Uma ostra fresca e local viaja horas, não dias, por isso o que chega ao prato ainda sabe a onde nasceu: fria, limpa, claramente Atlântica. Se preferir provar só isso, peça-as sem molho; a cozinha serve-as com gosto assim.
Há um pequeno ritual para as comer bem: inclinar a concha, deixar a água entrar primeiro, depois a ostra, depois o que estiver por cima (molho, citrinos, ou nada). Seis raramente chega.
Peça-as ao balcão com algo fresco e gelado, ou comece a mesa com elas antes do resto do marisco chegar. De qualquer forma, são a forma mais rápida de entrar numa refeição no Pinch — e uma das melhores razões para estar em Lisboa.